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McPizza: O tropeço épico do McDonald’s

Sumário

McPizza: O tropeço épico do McDonald’s ao tentar virar pizzaria

Nos anos 1980, o McDonald’s era o rei absoluto do fast food, dominando quase 40% do mercado de hambúrgueres, que movimentava impressionantes US$ 48 bilhões por ano. Mas nem tudo era nuggets e batatinhas felizes. O grande desafio era claro: restaurantes lotados no almoço, mas à noite, a coisa murchava. Enquanto isso, as pizzarias estavam rindo à toa, crescendo 10% ao ano e arrastando famílias para suas mesas.

A solução do McDonald’s? Criar a McPizza, claro! Em 1986, eles começaram a desenvolver o produto com promessas de revolucionar o mercado. Um forno mega tecnológico prometia pizzas assadas em menos de seis minutos. Tudo parecia perfeito. Reformas, novos equipamentos, janelas maiores no drive-thru… uma operação milionária e cheirando a sucesso.

Em 1989, a McPizza finalmente chegou a algumas unidades. Só que a realidade foi mais dura que massa mal assada. O tempo de preparo? Em vez de 6, batia os 11 minutos, causando filas intermináveis e clientes impacientes. E o preço? Entre US$ 5,99 e US$ 8,99, nada amigo das famílias que amavam o bom custo-benefício. Para piorar, a Pizza Hut não perdeu tempo e lançou comerciais zombando da concorrente, apelidando o produto de “McFrozen”. Não deu outra: os consumidores viraram as costas.

No fim dos anos 1990, o McDonald’s jogou a toalha, tirando a McPizza de quase todas as lojas. Hoje, uma única unidade em Orlando mantém o produto no cardápio, quase como uma piada interna.

Essa história nos ensina algo importante: até gigantes podem tropeçar quando fogem do que fazem de melhor. O McDonald’s é sinônimo de rapidez, conveniência e preços acessíveis. No final, tentar ser tudo para todos pode significar não ser nada para ninguém.

E aí, qual é o “McPizza” da sua marca?

Foto de Hary Zacharias
Hary Zacharias
Metade criatividade, metade cérebro analítico de marketing. Depois de 20 anos na moda (e colecionando troféus pelo caminho), Hary trocou as passarelas pelos funis de venda e hoje orquestra as grandes jogadas da Nove. É quem transforma dados em planos, tendências em ação e cafés em insights. Se existe oportunidade escondida no mercado, ela enxerga primeiro – e faz acontecer antes do próximo café esfriar.
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